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Release postado no site da UNICAMP (21/11/16):

A grande questão que o estudo dos “psicodélicos” contempla não é a química em si da substância ou da sua interação com a química orgânica, mas a sua capacidade de constituir o universal simbólico imaginário que é compartilhado com vários veículos, não necessariamente o veículo químico. Essa foi a conclusão que o historiador da Universidade de São Paulo (USP) Henrique Carneiro ao falar sobre “A história dos psicodélicos” no Fórum Caleidoscópio dos Psicodélicos: Ciência, Saúde e Sociedade, realizado nesta segunda-feira (21) no Centro de Convenções da Unicamp. O evento, promovido pelo Fórum Pensamento Estratégico (Penses) com o apoio do Laboratório de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Leipsi), prossegue até terça-feira (22).

Psicodélico normalmente associa-se a quem está sob a ação de algum alucinógeno e faz com que tenha uma percepção de aspectos da mente que desconhecia, alterando a sua consciência e tendo sensações semelhantes ao sonho, psicose e êxtase religioso. O termo também está ligado a festas “rave” que em geral envolvem drogas alucinógenas. O termo psicodélico parte de um neologismo que vem de psicopatia e cuja abordagem envolve controvérsias, a priori seu uso terapêutico.

O conferencista comentou que o termo oficial na Farmacologia é alucinógeno e que envolve sobretudo substâncias excitantes, hipnóticas, inebriantes, euforizantes e fantásticas. Ele lembrou que, na obra Sociedade Excitada, Filosofia da Sensação, Christoph Turcke disse queo sonho continua a ser a vida alucinatória cotidiana indispensável para suportar o mundo com melódicas interrupções na consciência desperta, excitada e atenta. Com a dessedimentação global dessa estrutura mental, a contemporaneidade reduziu a realidade à atualidade imediata.  Leia Mais

 

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