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Release postado no site da UNICAMP (17/06/16):

Especialistas brasileiros e norte-americanos estiveram reunidos nesta sexta-feira (17), no Centro de Convenções da Unicamp, para refletir sobre políticas de inovação voltadas para setores tradicionais da economia durante o Fórum Políticas de Inovação em Setores Maduros – uma visão comparativa entre Estados Unidos e Brasil. O professor norte-americano Bill Bonvillian, diretor do escritório de Washington D.C. do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), fez um diagnóstico sobre as resistências que os setores maduros enfrentam para adotar tecnologias disruptivas em seus ambientes de inovação. Bonvillian foi o responsável pela palestra “Technological Innovation in Legacy Sectors”, mesmo título de seu livro, lançado em 2015, em parceria com Charles Weiss, da Universidade de Georgetown.

“Os setores maduros representam a maior parte da economia dos EUA. Mas eles resistem à inovação até que ela se encaixe no seu paradigma social, político, econômico e tecnológico”, defendeu Bonvillian, que antes de assumir a direção do escritório do MIT foi consultor do Senado dos EUA durante 17 anos para políticas de ciência, tecnologia e inovação.

Segundo o pesquisador do MIT, nos EUA os chamados setores maduros representam cerca de dois terços do Produto Interno Bruto (PIB). Entre eles estão setores como energia, serviços de saúde, construção civil, mineração, setor financeiro, administração pública e grande parte da indústria. No Brasil, esses setores ocupam um espaço ainda maior da economia, sendo que a participação da alta tecnologia – principalmente das indústrias farmacêutica, eletrônica e de aeronaves – se limita a apenas 6% do valor adicionado da indústria de transformação.

O economista Nicholas Vonortas, professor da Universidade George Washington, explicou que há um senso de inércia nas grandes empresas que as impede de investir em inovações disruptivas, citando o caso do setor automobilístico norte-americano. A General Motors já havia desenvolvido o carro elétrico há décadas, mas postergou o lançamento do modelo até que uma empresa de pequeno porte, como a Tesla Motors, apresentasse o primeiro veículo do gênero para os consumidores, exemplificou. A saída, segundo o economista, é o desenvolvimento de políticas de inovação que modifiquem essa posição conservadora dos setores consolidados. Leia Mais