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Release postado no site da UNICAMP (02/12/16):

“Temos R$ 1.200 per capita no Brasil para fazer a atenção integral a toda população, mas na verdade dependem mesmo do SUS [Sistema Único de Saúde] 75% das pessoas. Outras 25%, provindas da classe média e alta, têm convênios e recorrem aos serviços privados em suas necessidades de saúde. Infelizmente os recursos do SUS são poucos e então esse é um grande problema a ser equacionado”, comentou o sanitarista da Unicamp Gastão Vagner, ao falar de políticas públicas de saúde durante o Fórum “Políticas públicas socialmente compromissadas, vidas despatologizadas”, realizado no auditório do Instituto de Economia (IA) no último dia 29.

Segundo o médico, que já foi secretário municipal de saúde de Campinas por dois anos e é professor do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), o centro da política pública do Brasil hoje é o SUS, porém esse sistema tem alguns gargalos, sendo o principal e mais crônico, desde a década de 1990, o subfinanciamento. Outro problema, apontou, foi que o SUS se estruturou de modo fragmentado. Logo, há vários SUS a serem geridos (o SUS estadual, o SUS federal e o SUS municipal) e tem ainda a privatização. “Na área hospitalar, dependemos muito da compra de serviços. Ocorre que a governabilidade do SUS sobre essa rede de serviços, particularmente a de maior complexidade, é mínima”, admitiu.

O sanitarista explicou que o SUS  também está sendo sufocado crônica e gradativamente com a falta de recursos e com o orçamento. “Com isso, os hospitais públicos, nos últimos três anos, têm diminuído o número de leitos e fechado atendimento em todo país. Brasileiros, que teriam alternativa de tratamento, já estão morrendo”, contextualizou. Apesar disso, Gastão acredita que o SUS é indispensável, mesmo com muitos problemas, com muitas filas, sem humanização e com discursos contrários. “Os obstáculos não significam que o SUS vai acabar. Pelo contrário: ele veio de fato para ficar”, ressaltou.  Leia Mais

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